O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo, denunciou quatro pessoas acusadas de monitorar a rotina do promotor Lincoln Gakiya e do coordenador de unidades prisionais do oeste paulista, Roberto Medina. Segundo a investigação, o grupo atuava para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A denúncia, formalizada em julho de 2026, faz parte de um conjunto de ações do MP paulista contra a facção criminosa, que inclui operações recentes como a que mirou tribunais do crime e a lavagem de dinheiro do PCC. O monitoramento de autoridades, como promotores e coordenadores prisionais, é uma estratégia recorrente de organizações criminosas para intimidar e neutralizar agentes do sistema de Justiça e segurança.
O caso ganha relevância no contexto da CPI do Crime Organizado no Senado, que em março de 2026 ouviu o promotor Lincoln Gakiya sobre a atuação do PCC em áreas como a Faria Lima, em São Paulo, e a relação com tribunais do crime. A denúncia do GAECO reforça a necessidade de proteção a autoridades que atuam no combate ao crime organizado, especialmente aquelas que investigam facções como o PCC.
As investigações indicam que os denunciados realizavam vigilância constante sobre os alvos, coletando informações sobre horários, deslocamentos e locais frequentados. O material coletado seria usado para planejar ações contra as autoridades, embora a denúncia não especifique se houve tentativas concretas de atentado. O MP paulista não divulgou os nomes dos denunciados, mas confirmou que todos são investigados por associação criminosa e monitoramento ilegal.
O panorama político e judicial em São Paulo e no Brasil tem sido marcado por uma escalada de ações do PCC, que busca expandir sua influência para além do sistema prisional, atingindo setores econômicos e políticos. A denúncia do GAECO é mais um capítulo nessa disputa, que coloca em xeque a capacidade do Estado de proteger seus agentes e combater o crime organizado de forma eficaz.
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