A entrada de Galba Novaes na corrida eleitoral pegou o MDB de surpresa e reconfigurou a disputa interna pela terceira vaga na Câmara Federal. Com o respaldo explícito do pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC), o movimento promete esquentar a briga dentro da sigla, que agora precisa equilibrar ambições locais e o desenho do futuro palácio estadual.
Nos bastidores, a avaliação é que a chegada de Galba não apenas fortalece o grupo de JHC, mas também expõe as fissuras do MDB, que tenta manter a unidade enquanto vê seus quadros se movimentarem por espaço na legenda. A terceira vaga, antes dada como certa para um nome ligado à atual gestão, agora virou alvo de articulação intensa e de promessas de apoio que circulam nos corredores do partido.
Galba, que transita bem entre lideranças municipais e setores empresariais, aposta na capilaridade para conquistar a vaga. Nos últimos dias, ele intensificou conversas com prefeitos e vereadores, apresentando-se como o nome capaz de ampliar a bancada federal e, ao mesmo tempo, garantir sustentação política para o projeto de JHC no governo estadual.
A cúpula do MDB, porém, evita cravar nomes e prefere discurso de ‘construção coletiva’. Nos bastidores, aliados admitem que a disputa interna pode vazar para o público e criar atrito com outras legendas que também miram as mesmas cadeiras. O risco de racha é real, e a direção tenta costurar um acordo que evite desgaste antes da convenção.
O próximo passo deve ser uma rodada de conversas entre Galba, a executiva estadual e os demais pré-candidatos, com a meta de definir critérios claros para a escolha da vaga. Enquanto isso, o nome de JHC segue como fiel da balança, já que seu apoio pode ser decisivo para desempatar a queda de braço e pavimentar o caminho de quem sair vitorioso dessa disputa interna.
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