O número de medidas protetivas concedidas em Maceió cresceu 43% em 2026, ultrapassando 1.200 casos entre janeiro e julho. Os dados, divulgados pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, mostram que só o 1º Juizado da Mulher da Capital respondeu por 616 decisões no período, quase o dobro do registrado no mesmo intervalo de 2025.
O crescimento reflete tanto o aumento das denúncias quanto a atuação mais ágil do Judiciário, mas também expõe a gravidade do cenário. A Operação Mulher Segura, que completou 30 dias com 257 agressores presos em Alagoas, reforça o combate à violência doméstica, mas casos recentes, como o de um homem detido em Maceió após ameaçar a companheira, ainda evidenciam falhas na rede de proteção.
Especialistas apontam que a alta nas medidas protetivas é um termômetro da violência, mas também um sinal de que mais vítimas estão buscando amparo legal. A expectativa é que o número continue subindo até o fim do ano, pressionando o sistema judiciário a agilizar processos e ampliar o acompanhamento das vítimas.
O próximo passo, segundo o Tribunal de Justiça, é investir em políticas de prevenção e no monitoramento dos agressores, para evitar que as medidas virem apenas papel. Enquanto isso, a sociedade alagoana acompanha de perto se o crescimento das decisões será acompanhado por uma queda efetiva nos casos de violência.
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