O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, surpreendeu o cenário político ao convocar a formação das chamadas ‘guardas de libertação’, a apenas quatro dias de encerrar seu mandato. A declaração, feita em meio a um clima de tensão e expectativa, levanta questionamentos sobre o legado do líder progressista e o futuro da segurança no país.
Petro, que deixa o cargo após um período marcado por reformas ambiciosas e crises institucionais, apresentou a proposta como uma forma de proteger as conquistas sociais do seu governo. No entanto, críticos apontam que a medida pode aprofundar a polarização e criar estruturas paralelas de poder, justamente em um momento de transição delicada.
A convocação ocorre em um contexto de intensos debates sobre a sucessão presidencial e a capacidade do próximo governo de manter a ordem. Analistas avaliam que a iniciativa de Petro pode ser interpretada como uma tentativa de manter influência política após deixar o palácio, ou como uma resposta à crescente violência em regiões periféricas.
Enquanto isso, aliados do presidente defendem a proposta como um instrumento de participação cidadã e resistência democrática. O próximo passo será observar como o governo eleito reagirá à formação dessas guardas e se a medida terá respaldo legal ou institucional, em um cenário que promete movimentar a política colombiana nos próximos meses.
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