Um ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) foi preso em Maceió, suspeito de aplicar uma série de golpes do falso Pix, utilizando uma farda semelhante à do Bope para ganhar a confiança das vítimas. A ação, conduzida pela Polícia Civil, revelou que o suspeito acumulava mais de 30 boletins de ocorrência registrados contra ele, evidenciando um histórico de práticas fraudulentas.
De acordo com as investigações, o ex-militar abordava as vítimas em locais públicos, apresentando-se como um agente de elite da corporação. Com a aparência de autoridade, ele solicitava transferências via Pix sob falsas justificativas, como supostas emergências ou taxas de procedimentos. A farda, que imitava o uniforme do Batalhão de Operações Policiais Especiais, era o principal instrumento para criar uma falsa sensação de segurança e legitimidade.
Histórico de ocorrências e modus operandi
Os registros policiais indicam que o suspeito já era conhecido das autoridades, com mais de 30 boletins de ocorrência associados ao seu nome, a maioria relacionada a estelionato e falsidade ideológica. A prisão foi realizada após um trabalho de inteligência que monitorou seus passos e coletou provas de pelo menos cinco golpes recentes, todos no mesmo padrão: abordagem, exibição da farda e pedido de transferência bancária.
As vítimas, em sua maioria, eram pessoas idosas ou com pouco conhecimento em transações digitais, o que facilitava a ação do golpista. Em um dos casos, ele teria convencido uma aposentada a transferir R$ 12 mil, alegando que o valor seria usado para custear uma operação de resgate de um suposto familiar em perigo.
Resposta das autoridades e impacto social
A Polícia Civil de Alagoas, responsável pela investigação, destacou a importância da denúncia e da colaboração das vítimas para a elucidação do caso. O delegado responsável pelo inquérito afirmou que a prisão representa um avanço no combate a esse tipo de crime, que tem se tornado cada vez mais comum no estado. A corporação também reforçou a orientação para que a população desconfie de abordagens que envolvam pedidos de dinheiro, mesmo quando o interlocutor aparenta ser uma autoridade.
O caso ganhou repercussão local, gerando alerta entre a população sobre a necessidade de verificar a identidade de supostos agentes de segurança. Especialistas em segurança pública apontam que a utilização de uniformes falsos é uma tática recorrente em golpes, e recomendam que, em caso de dúvida, as pessoas liguem para o número oficial da polícia antes de realizar qualquer transferência.
O ex-cabo agora está à disposição da Justiça, e a Polícia Civil segue investigando se ele participou de outros golpes ainda não notificados. A ação reforça o trabalho das forças de segurança em Alagoas, que têm intensificado operações contra fraudes bancárias e estelionatos, como as recentes operações que desarticularam esquemas de desvio de milhões de reais em contas bancárias em Maceió e em outros estados.
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