PF mira familiares de senador em nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraude bilionária no INSS

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação desta terça foca em suspeitos de lavar dinheiro obtido de forma criminosa a partir da fraude. Entre os alvos estão a esposa, a filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Distrito Federal e no Maranhão. Segundo a PF, o objetivo é dar continuidade às investigações para esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados.

Esquema bilionário

Em abril de 2025, investigações da PF revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

As apurações desta fase da operação tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

Panorama político e desdobramentos

O senador Weverton Rocha não foi alvo de mandados nesta fase da operação, mas está entre os investigados no caso e já foi alvo de busca e apreensão em etapa deflagrada em dezembro do ano passado. A nova fase amplia o alcance da investigação, que agora mira o núcleo familiar do parlamentar, indicando um aprofundamento das apurações sobre a suposta rede de lavagem de dinheiro.

A operação ocorre em um contexto de endurecimento do combate a fraudes previdenciárias, que afetam diretamente milhões de beneficiários e os cofres públicos. A PF não descarta novas fases e novas medidas judiciais, conforme o avanço das investigações.

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