Crise na Fifa se aprofunda: federações das Américas ameaçam abandonar Infantino após pressão da Uefa

A crise política na Fifa ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, com a notícia de que federações da América do Norte, Central e Caribe discutem revogar cartas de apoio ao presidente da entidade, Gianni Infantino. A movimentação ocorre após a reação da Uefa, que ameaçou processar a Fifa por um plano do dirigente, e pode ampliar o isolamento do cartola em um momento de forte turbulência no futebol mundial.

Segundo informações divulgadas pelo portal Tribuna do Sertão, a insatisfação entre as federações das Américas cresce em ritmo acelerado. A possível revogação das cartas de apoio representa um duro golpe para Infantino, que já enfrenta a oposição declarada da Uefa, a entidade que comanda o futebol europeu. A decisão, se confirmada, pode desencadear um efeito dominó em outras confederações regionais, isolando ainda mais o presidente da Fifa.

Panorama da crise e reações

A crise na Fifa começou a se intensificar quando a Uefa anunciou que estuda processar a entidade por um plano de Infantino, cujos detalhes não foram totalmente revelados. A ameaça de ação judicial foi seguida por uma série de reuniões de emergência entre dirigentes das Américas, que agora avaliam a possibilidade de retirar o apoio formal ao presidente. A medida, que antes era vista como improvável, ganhou força nos bastidores e pode ser oficializada nas próximas semanas.

Especialistas em governança esportiva apontam que a crise atual é uma das mais graves já enfrentadas pela Fifa, superando até mesmo os escândalos de corrupção que marcaram a gestão anterior. A pressão sobre Infantino não vem apenas de federações nacionais, mas também de patrocinadores e organismos internacionais, que temem os impactos reputacionais de uma entidade dividida.

Enquanto isso, a Uefa mantém sua postura firme, e a possibilidade de uma cisão no futebol mundial, com a criação de uma liga paralela, volta a ser discutida nos corredores do poder. A situação é agravada pela proximidade das eleições para a presidência da Fifa, previstas para o próximo ano, e pela falta de um sucessor claro que possa unificar as diferentes correntes políticas do esporte.

As federações das Américas, que historicamente apoiaram Infantino, agora veem na revogação das cartas uma forma de pressionar por reformas internas e maior transparência na gestão. A decisão, no entanto, não é unânime, e alguns dirigentes temem que a medida possa prejudicar investimentos e projetos em andamento em seus países.

O clima de incerteza também afeta o calendário esportivo, com a realização da próxima Copa do Mundo sendo colocada em dúvida caso a crise não seja resolvida. A Fifa, por sua vez, tenta minimizar os danos e afirma que mantém diálogo aberto com todas as confederações, mas a pressão crescente indica que a solução pode estar longe.

Enquanto isso, a opinião pública e a imprensa internacional acompanham de perto os desdobramentos, que prometem marcar a história do futebol. A crise na Fifa, que já dura meses, agora atinge um ponto crítico, e as próximas semanas serão decisivas para o futuro da entidade e do esporte mais popular do planeta.

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