Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra que 48% dos entrevistados aprovam o trabalho do presidente Lula (PT), enquanto 47% desaprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam. Os números representam estabilidade em relação ao levantamento de julho, quando 48% aprovavam o governo, 47% desaprovavam e 5% não souberam ou não responderam.
A diferença entre aprovação e desaprovação é de um ponto percentual. Considerando a margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos, os índices estão tecnicamente empatados. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
Avaliação do governo
A Quaest também perguntou aos entrevistados como eles avaliam o governo Lula. Os números mostram que 36% avaliam o governo positivamente; 36%, negativamente; e 26%, como regular. Outros 2% não souberam ou não responderam. Na série histórica, a avaliação positiva se mantém estável em 36% desde julho, enquanto a negativa também permaneceu em 36% no mesmo período. Em março, a avaliação positiva era de 31% e a negativa, de 43%.
Direção do país
O levantamento ainda questionou se o Brasil está seguindo na direção certa ou na direção errada. Para 55%, o país está indo na direção errada. Outros 38% avaliam que o Brasil segue na direção certa, e 7% não souberam ou não responderam. Esse cenário de percepção negativa sobre o rumo do país ocorre em um contexto de disputa eleitoral acirrada, conforme mostram outros levantamentos da Quaest.
Em cenários nacionais para presidente, Lula tem 39% no 1º turno, contra 30% de Flávio Bolsonaro, 4% de Renan Santos, 4% de Caiado e 2% de Zema. No 2º turno, Lula tem 44% contra 39% de Flávio Bolsonaro. Esses números reforçam a polarização e a indefinição do eleitorado, que também se reflete nas disputas estaduais.
Em Pernambuco, por exemplo, 68% aprovam o governo de Raquel Lyra, e 57% defendem a reeleição da gestora. Já em Minas Gerais, a disputa segue indefinida, com 63% dos eleitores aptos a mudar o voto. Na Bahia, há empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues na disputa pelo governo estadual. Esses dados mostram um cenário político fragmentado e com alta volatilidade, em que a avaliação do governo federal e a percepção sobre a direção do país são fatores centrais para o eleitorado.
Fonte: ver noticia original

