Ex-jogador Figo exige saída de Infantino e denuncia gestão da Fifa: ‘Comportamento mais baixo que já vi’

O ex-jogador português Luís Figo fez um duro ataque ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, exigindo sua saída do comando da entidade máxima do futebol mundial. Em declarações contundentes, Figo classificou a postura do dirigente como ‘o comportamento mais baixo que já vi’ e acusou Infantino de agir para benefício próprio, em um momento de crescente descontentamento com a gestão da organização.

A crítica de Figo ocorre em meio a um plano da Fifa de abrir seu braço comercial a investidores externos, uma medida que, segundo o ex-jogador, representa um risco à integridade do esporte. Para Figo, a iniciativa prioriza interesses financeiros pessoais e de grupos privados, em detrimento da transparência e do desenvolvimento do futebol global. A declaração foi repercutida pelo portal Tribuna do Sertão, que trouxe o posicionamento do ex-atleta como um dos mais incisivos contra a atual administração da entidade.

Panorama de tensão na governança do futebol

A fala de Figo não é um caso isolado. Nos últimos anos, a Fifa tem enfrentado críticas recorrentes de ex-atletas, dirigentes de federações nacionais e especialistas em governança esportiva. A proposta de abrir capital a investidores, em particular, gerou preocupação sobre a possível perda de autonomia da entidade e a influência de interesses comerciais em decisões técnicas e regulatórias. O movimento de Figo reforça um coro por maior transparência e por uma revisão dos rumos da administração de Infantino, que já acumula episódios de polêmica desde que assumiu o cargo.

Embora a Fifa não tenha se manifestado oficialmente sobre as declarações, a pressão pública tende a aumentar, especialmente com a aproximação de eventos internacionais de grande porte. A postura de Figo, um dos nomes mais respeitados do futebol mundial, pode influenciar outros atletas e ex-dirigentes a se posicionarem, ampliando o debate sobre o futuro da entidade. A exigência de saída de Infantino, ainda que simbólica, sinaliza um descontentamento profundo com a atual gestão e com a falta de diálogo com a comunidade do futebol.

O episódio também levanta questões sobre o papel de investidores privados no esporte, um tema que divide opiniões. Enquanto alguns veem a abertura comercial como uma forma de modernizar a Fifa e gerar receitas, outros, como Figo, enxergam um perigo à essência do jogo. A discussão, portanto, vai além da figura de Infantino e toca em pontos estruturais da governança esportiva global, que precisarão ser enfrentados nos próximos anos.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *