O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciaram, nesta semana, a criação de uma força-tarefa conjunta para combater o assédio eleitoral no estado. A medida, que antecede as eleições de 2026, busca coibir práticas de coação ou intimidação de trabalhadores por empregadores ou candidatos durante o período de campanha.
O acordo prevê a troca de informações entre os órgãos, além da realização de campanhas educativas e a criação de canais de denúncia específicos. A iniciativa surge em um momento de acirramento do debate político nacional, com casos de assédio eleitoral registrados em pleitos anteriores, especialmente em ambientes de trabalho.
Para o TRE/AL, a parceria com o MPT é estratégica. “A Justiça Eleitoral não pode atuar sozinha na proteção do eleitor. A união com o MPT fortalece a fiscalização e garante que o voto seja livre e consciente”, afirmou um representante do tribunal. Já o MPT destacou que o assédio eleitoral é uma violação grave dos direitos trabalhistas e que a punição será rigorosa.
O próximo passo é a elaboração de um protocolo de atuação conjunta, que deve ser apresentado nos próximos meses. A expectativa é que a parceria sirva de modelo para outros estados, em um cenário em que a pressão política e a polarização tendem a aumentar.
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