O cenário político do Amazonas para as eleições de 2026 está definido: sete candidatos disputarão o governo do estado, após a realização das convenções partidárias. A lista inclui nomes como o ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante), o professor Gilberto Vasconcelos (PSTU), a liderança indígena Isael Munduruku (Rede), a deputada federal Maria do Carmo (PL), o senador Omar Aziz (PSD), o deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil) e o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza). As convenções partidárias foram concluídas, e as legendas têm até o dia 15 de agosto para registrar as chapas na Justiça Eleitoral. A campanha oficial começa no dia seguinte, 16 de agosto.
Além do governo do estado, os eleitores amazonenses também votarão para presidente, senador (duas vagas), deputado federal e deputado estadual. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e um possível segundo turno para o governo e a presidência ocorrerá em 25 de outubro. A disputa promete ser acirrada, com candidatos que representam desde a esquerda até a direita, refletindo a diversidade política do estado.
Perfil dos candidatos e principais pontos de suas trajetórias
David Almeida (Avante) é ex-prefeito de Manaus, tendo exercido o cargo entre janeiro de 2021 e março de 2026, quando renunciou para disputar o governo. Sua carreira política começou no Legislativo: após uma tentativa frustrada de se eleger vereador, ele se elegeu deputado estadual em 2010, permanecendo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) até 2018. Atualmente, Almeida é alvo de sete investigações criminais autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que apuram suspeitas de corrupção, fraude em licitação e favorecimento de familiares e empresários com contratos públicos. Entre os casos investigados estão viagens ao Caribe e pagamentos mensais de R$ 20 mil à sogra do ex-prefeito, Lidiane Oliveira Fontenelle, por uma empresa contratada pela Prefeitura de Manaus.
Gilberto Vasconcelos (PSTU) é professor da rede municipal de ensino e formado em Letras pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Ele também é dirigente estadual do PSTU e membro da coordenação da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) no Amazonas. Esta é a primeira vez que Vasconcelos concorre ao governo do estado; em 2024, ele foi candidato a prefeito de Manaus, obtendo 1.064 votos.
Isael Munduruku (Rede) é liderança indígena e um dos fundadores do Parque das Tribos, a maior comunidade urbana indígena do Brasil. Advogado, especialista em Direito Civil e Processo Civil, ele representa a pauta ambiental e dos povos originários na disputa.
Maria do Carmo (PL) é deputada federal e tem base eleitoral em Manaus. Sua candidatura representa o campo conservador e a oposição ao atual governo estadual.
Omar Aziz (PSD) é senador da República e ex-governador do Amazonas, com longa trajetória política no estado. Sua candidatura é vista como uma das mais competitivas, dada sua experiência e capilaridade política.
Roberto Cidade (União Brasil) é deputado estadual e presidente da Aleam. Ele se apresenta como uma alternativa de renovação, com foco em pautas como segurança pública e infraestrutura.
Cabo Daciolo (Mobiliza) é ex-deputado federal e ficou conhecido nacionalmente por sua atuação nas eleições de 2018, quando foi candidato à presidência. Sua campanha no Amazonas deve enfatizar pautas como combate à corrupção e valores cristãos.
Panorama político e expectativas para a campanha
A disputa pelo governo do Amazonas ocorre em um cenário de polarização nacional, com reflexos diretos no estado. A presença de candidatos de espectros ideológicos distintos indica uma eleição competitiva, que pode ser decidida no segundo turno. A renovação política é um tema central, com a chegada de nomes como Isael Munduruku e Gilberto Vasconcelos, que representam segmentos historicamente marginalizados. Por outro lado, a experiência de Omar Aziz e a estrutura partidária de Roberto Cidade e Maria do Carmo prometem campanhas robustas.
O eleitor amazonense também deve observar atentamente os desdobramentos das investigações envolvendo David Almeida, que podem influenciar a percepção pública sobre sua candidatura. A transparência e a ética na gestão pública devem ser temas recorrentes nos debates. Com o prazo de registro de chapas se encerrando em 15 de agosto, a expectativa é que as campanhas se intensifiquem rapidamente, com foco em propostas para áreas como saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico do estado.
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