Eleições 2026: 13 candidatos disputam duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul

A disputa por duas cadeiras no Senado Federal pelo Rio Grande do Sul nas eleições de 2026 terá 13 nomes confirmados em convenções partidárias. A lista inclui representantes de partidos como PSTU, PSD, MDB, Unidade Popular, PSOL, Novo, PSDB, PT, Cidadania, PCO e PL, refletindo um leque amplo de espectros políticos. A oficialização efetiva das candidaturas ocorre até 15 de agosto, com o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme o calendário eleitoral.

Entre os postulantes, cinco aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas eleitorais mais recentes, o que indica uma disputa acirrada. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno, se necessário, será em 25 de outubro. A definição das vagas no Senado é crucial para o equilíbrio de forças no Congresso Nacional, especialmente em um ano de renovação de um terço da Casa.

Conheça os candidatos

Daniela Maidana da Silva (PSTU) concorre ao Senado na chapa encabeçada por Rejane de Oliveira (PSTU). Moradora de Novo Hamburgo, é advogada e militante socialista revolucionária. Atuou como advogada do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo de Porto Alegre (STETPOA/Sindicato dos Rodoviários) e na defesa dos direitos das famílias atingidas pelas enchentes no bairro Sarandi, em Porto Alegre. Iniciou sua militância no Movimento Mulheres em Luta (MML), participando, em 2013, das mobilizações contra o aumento das passagens que impulsionaram as Jornadas de Junho em todo o país. Integra a direção estadual da CSP-Conlutas no RS.

Frederico Antunes (PSD), nascido em Porto Alegre em 1968, concorre na chapa encabeçada por Gabriel Souza (MDB). Engenheiro agrônomo, criou-se em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Estado. Em 1992, iniciou sua trajetória política, sendo eleito vereador em Uruguaiana. Foi Diretor de Fomento e Patrimônio do Banrisul entre 1996 e 1998. Eleito deputado estadual pela primeira vez em 1998, está em seu sétimo mandato consecutivo. Foi secretário estadual de Obras e presidente da Assembleia Legislativa. Desde 2019, é líder do governo Eduardo Leite (PSD) na Assembleia Legislativa.

Germano Rigotto (MDB), nascido em Caxias do Sul em 1949, também integra a chapa de Gabriel Souza (MDB). Foi o 35º governador do Rio Grande do Sul, entre 2003 e 2006. Graduado em Odontologia, tem longa trajetória política no estado.

Luciano do MLB (Unidade Popular) é um dos nomes da legenda, que também lança Tania Peres (Unidade Popular). Ambos disputam as vagas pelo partido de esquerda.

Manuela D’Avila (PSOL) é outra figura de destaque, com histórico de atuação parlamentar e candidaturas anteriores. Sua candidatura reforça a presença feminina na disputa.

Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) representam a direita e a centro-direita, respectivamente, com perfis de oposição ao governo federal.

Milton Cardoso (PSDB) e Paulo Pimenta (PT) completam a lista, com o último sendo uma das principais lideranças do partido no estado e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Regis Ethur (PSTU) e Renato Jaguarão (Cidadania) também estão confirmados, assim como Ricardo Herbert Jones (PCO), ampliando a diversidade de propostas.

Panorama político e impacto

O cenário gaúcho para o Senado reflete a polarização nacional, com candidatos de espectros ideológicos variados, desde a extrema-esquerda até a direita conservadora. A disputa por duas vagas é estratégica para os partidos, que buscam ampliar sua bancada no Congresso. O empate técnico entre cinco candidatos sugere que a campanha será marcada por intensa mobilização e que o segundo turno é uma possibilidade real, embora o sistema eleitoral para o Senado seja majoritário, com os dois mais votados eleitos diretamente.

As convenções partidárias, que ocorreram em todo o país, definiram as chapas majoritárias e proporcionais. O prazo de 15 de agosto para registro no TSE é um marco importante, permitindo ajustes em chapas após as convenções, como explica o artigo sobre as regras eleitorais. A disputa pelo governo do Amazonas, com sete candidatos, e a corrida para o Senado no mesmo estado, com oito postulantes, mostram a diversidade de cenários regionais nas eleições de 2026.

No Rio Grande do Sul, a atenção também se volta para a composição das coligações, que podem influenciar o apoio aos candidatos ao Senado. A oficialização das candidaturas até 15 de agosto e a campanha eleitoral, que começa oficialmente após o registro, serão decisivas para definir os rumos da disputa.

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