Com o encerramento das convenções partidárias em 5 de agosto, Santa Catarina definiu sete candidaturas à disputa pelo governo do estado nas eleições de 2026. O pleito, marcado para 4 de outubro, terá ainda votação para deputados estaduais e federais, senador e presidente da República, com eventual segundo turno no dia 25 de outubro. A lista oficial de candidatos inclui Gelson Merísio (PSB), João Rodrigues (PSD), Jorginho Mello (PL), Laís Chaud (Unidade Popular), Marcelo Brigadeiro (Missão), Marcus Sodré (PSTU) e Ralf Zimmer (PSD). Os partidos têm até o dia 15 de agosto para eventuais ajustes nas chapas, conforme as regras da Justiça Eleitoral.
O cenário político catarinense para 2026 reflete uma disputa fragmentada, com candidaturas que vão desde nomes com longa trajetória institucional até representantes de movimentos sociais e partidos menores. A diversidade de coligações e a ausência de uma polarização clara entre dois blocos indicam uma campanha competitiva, na qual a definição pode ocorrer apenas no segundo turno. A eleição estadual ocorre em meio a um contexto nacional de reorganização partidária e de debates sobre os rumos econômicos e sociais do país, o que tende a influenciar diretamente o eleitorado catarinense.
Perfil dos candidatos e coligações
Gelson Merísio, empresário de 60 anos, foi deputado e presidente da Assembleia Legislativa. Disputou o governo em 2018, chegando ao segundo turno. Sua candidatura foi oficializada em 21 de julho, em coligação com o PDT e as federações Brasil da Esperança (PT, PV e PC do B) e PSOL-Rede. A vice é Ângela Albino (PDT). A aliança reúne um amplo espectro de forças progressistas, o que pode ampliar sua capilaridade no estado.
João Rodrigues, empresário e comunicador de 59 anos, foi prefeito de Chapecó por quatro mandatos, deputado estadual e federal, e secretário de Agricultura. Teve a candidatura oficializada em 1º de agosto, com coligação formada por MDB e a Federação União Progressista (União Brasil e PP). O vice é Carlos Chiodini (MDB). Sua experiência administrativa e trânsito em diferentes esferas de poder são trunfos na campanha.
Jorginho Mello, candidato à reeleição, tem 70 anos e foi eleito em 2022 no segundo turno. Antes, foi senador, deputado federal e estadual, e presidente da Assembleia Legislativa. Sua candidatura foi oficializada em 1º de agosto, com coligação que inclui Novo, Podemos, Republicanos, Democracia Cristã (DC), Avante, Agir e a Federação PSDB/Cidadania. O vice é Adriano Silva (Novo). A ampla aliança demonstra a força do atual governador na base aliada.
Laís Chaud, psicóloga de 35 anos, é trabalhadora da saúde e presidente do diretório do Unidade Popular (UP) em Florianópolis, com trajetória no movimento estudantil. A candidatura foi oficializada em 20 de julho, e o partido concorrerá sozinho, sem coligação. A vice é Nathália Melo (UP). Sua campanha deve focar em pautas sociais e na defesa de políticas públicas para a saúde.
Marcelo Brigadeiro, do partido Missão, teve a candidatura confirmada em convenção, mas o partido não divulgou detalhes sobre coligação ou vice até o momento. O partido Missão, de perfil pequeno, busca espaço no cenário estadual com uma plataforma de renovação política.
Marcus Sodré, do PSTU, é mais um nome na disputa, representando a esquerda anticapitalista. O partido tradicionalmente concorre sem coligações e deve apresentar um programa de ruptura com o sistema atual.
Ralf Zimmer, do PSD, completa a lista. Sua candidatura foi oficializada em convenção, mas o partido não informou se haverá coligação ou quem será o vice. A presença de dois candidatos do PSD (João Rodrigues e Ralf Zimmer) pode gerar conflitos internos, mas a legenda optou por lançar ambos, possivelmente em cenários regionais distintos.
Calendário e regras eleitorais
As eleições ocorrem em 4 de outubro, e a legislação determina que, para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter 50% + 1 dos votos válidos. Caso nenhum atinja esse percentual, os dois mais votados disputam o segundo turno em 25 de outubro. Os partidos têm até o dia 15 de agosto para realizar alterações nas chapas, conforme as regras da Justiça Eleitoral. A campanha oficial começa após o registro das candidaturas, e o horário eleitoral gratuito será veiculado a partir de setembro.
O cenário catarinense é um dos mais disputados do país, com a presença de candidatos de diferentes espectros ideológicos. A eleição para o governo também deve influenciar as disputas proporcionais, já que os palanques estaduais costumam puxar votos para deputados e senadores. A atenção dos eleitores estará voltada para os debates e para as propostas de cada candidato, especialmente em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura.
Para entender melhor o impacto dessas eleições no cenário nacional, vale acompanhar as movimentações em outros estados. Na Bahia, por exemplo, o União Brasil oficializou a candidatura de ACM Neto ao governo, em uma convenção com ampla coligação. Em Santa Catarina, as convenções partidárias de 2026 começaram na segunda-feira e definiram os rumos das eleições, com destaque para a agitação na pré-campanha. Além disso, a disputa proporcional também ganhou contornos nacionais, como a entrada de um filho de Bolsonaro na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados por Santa Catarina.
Com a definição das candidaturas, o eleitorado catarinense agora tem um panorama claro das opções para o governo do estado. A diversidade de nomes e alianças promete uma campanha intensa, com debates sobre os rumos de Santa Catarina e do Brasil. A expectativa é de que o primeiro turno seja marcado por uma disputa acirrada, com possibilidade de segundo turno entre os dois candidatos mais bem posicionados.
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