O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Durigan, rebateu nesta quinta-feira as críticas de que o crescimento da dívida pública brasileira seria consequência de um descontrole nos gastos do governo. Para ele, o verdadeiro vilão é outro: a taxa de juros elevada, que encarece o serviço da dívida e pressiona o resultado fiscal.
Em declaração a jornalistas, Durigan afirmou que o governo tem mantido a trajetória de responsabilidade com as contas públicas, mas que o custo do endividamento disparou por causa da política monetária. A fala surge em meio ao debate sobre a sustentabilidade do arcabouço fiscal e a escalada do déficit.
A declaração, no entanto, não deve encerrar a polêmica. Economistas e integrantes da oposição já apontam que a equipe econômica tenta se isentar de culpa, transferindo para o Banco Central a responsabilidade pelo aperto. O tema promete render novos capítulos nas próximas semanas, especialmente com a tramitação do Orçamento e a pressão por cortes de despesas.
O próximo passo esperado é a divulgação de novos números da dívida pública, que devem reacender o debate sobre o equilíbrio entre juros e gastos. Enquanto isso, o governo tenta convencer o mercado de que a âncora fiscal segue firme — mesmo com o custo da dívida em alta.
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