A Justiça do Amazonas revogou, nesta quinta-feira (6), a prisão temporária do empresário Celso Tavares, investigado por suspeita de envolvimento na morte do venezuelano Jarvis Javier Rodrigues, de 29 anos, assassinado no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. A decisão, que substitui a detenção por medidas cautelares, foi divulgada em meio ao avanço das investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que apontam o empresário como principal suspeito do crime ocorrido em 18 de julho.
Na decisão, o juiz responsável pelo caso determinou que Celso Tavares se apresente à Justiça em até 48 horas para informar e comprovar endereço, telefones e demais meios de contato. Ele também deverá comparecer a todos os atos investigativos e processuais para os quais for intimado, além de cumprir uma série de restrições impostas como alternativas à prisão.
Medidas cautelares impostas
Entre as condições estabelecidas, o empresário está proibido de manter contato, por qualquer meio, com testemunhas, familiares da vítima e demais pessoas indicadas pela Polícia Civil como fontes de prova. Também não poderá deixar a comarca de Manaus por período superior a oito dias sem autorização judicial. Outra medida é a entrega de eventual passaporte à Justiça em até 48 horas, ficando proibido de sair do país sem autorização judicial.
O investigado ainda deverá comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades, além de comunicar previamente qualquer mudança de endereço ou telefone. Na mesma decisão, o magistrado entendeu que não há necessidade de monitoramento eletrônico, mas determinou a expedição imediata do contramandado de prisão em favor de Celso Tavares. Caso ele tenha sido preso antes da baixa do mandado, deverá ser emitido alvará de soltura, desde que não esteja preso por outro motivo.
Relembre o caso
As investigações da DEHS apontam que Celso Tavares acreditava que a vítima havia desviado cerca de R$ 400 mil de sua empresa de fitas adesivas. Segundo a Polícia Civil, após consumir bebida alcoólica, ele teria decidido matar Jarvis e, acompanhado do ex-funcionário Anderson Santos de Castro, foi até a residência da vítima. De acordo com o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, Celso entrou em luta corporal com Jarvis e efetuou um disparo que atingiu o olho da vítima, que morreu no local.
A revogação da prisão de Celso Tavares não se estende automaticamente a Anderson Santos de Castro, também preso temporariamente por suspeita de participação no crime. O pedido de revogação apresentado pela defesa dele será analisado após manifestação do Ministério Público, conforme destacou a decisão judicial.
O caso, que chocou a comunidade local pela violência e pela relação entre vítima e suspeito, segue sob investigação. A DEHS continua colhendo depoimentos e analisando provas para esclarecer todos os detalhes do crime. A revogação da prisão de um dos principais suspeitos reacende o debate sobre a efetividade das medidas cautelares em casos de homicídio, especialmente quando há risco de fuga ou interferência nas investigações.
Fonte: ver noticia original

