Caiado defende anistia ao 8 de Janeiro, critica endividamento recorde e propõe reformas em sabatina; Fato ou Fake aponta distorções

Em entrevista ao g1 e à GloboNews nesta sexta-feira (7), o candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, abordou temas como educação, endividamento das famílias e segurança pública. A sabatina, conduzida pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery, faz parte de uma série com os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha de 24 de julho. A equipe do Fato ou Fake checou as declarações e classificou uma como #FATO, uma como #NÃOÉBEMASSIM e outra como #FAKE.

O candidato afirmou que “9,1 milhões de estudantes fora dos colégios não concluíram o ensino médio”. A checagem apontou que o número é real, mas está defasado. O dado se refere à edição de 2023 da PNAD Contínua Educação, do IBGE, que contabilizou 9,1 milhões de jovens de 15 a 29 anos sem concluir o ensino básico — que inclui infantil, fundamental e médio. Porém, em 2024 o total caiu para 8,7 milhões e, em 2025, para 7,7 milhões. Portanto, a informação não reflete a realidade atual.

Em relação à economia, Caiado declarou que “82% da população hoje é endividada”. A afirmação foi classificada como #FATO. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada na véspera, aponta que 82% das famílias brasileiras estavam endividadas em julho de 2026, o maior índice da série histórica e o sexto recorde consecutivo. O percentual cresceu 0,4 ponto em relação a junho (81,6%) e 3,5 pontos em comparação a julho de 2025 (78,5%).

Já a declaração de que “não teve greve” durante seu governo em Goiás foi classificada como #FAKE. A checagem não detalhou os episódios, mas a informação foi desmentida pela equipe do Fato ou Fake.

Panorama político e próximos passos

A série de entrevistas com presidenciáveis, promovida pelo g1 e GloboNews, já ouviu Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). O ex-presidente Lula (PT) não compareceu, e a entrevista com Flávio Bolsonaro (PL) foi cancelada após a assessoria não confirmar participação. A ordem foi definida por sorteio em 27 de julho, com participação das campanhas.

O cenário eleitoral segue aquecido, com candidatos apresentando propostas e enfrentando o escrutínio público. A checagem de fatos torna-se ferramenta essencial para o eleitor distinguir informações verídicas de distorções, especialmente em temas sensíveis como educação, economia e gestão pública.

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