A campanha do ex-prefeito de Recife e candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), protocolou nesta sexta-feira (8) uma representação no TRE-PE (Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco) contra um suposto gabinete do ódio financiado com recursos públicos do governo do estado, comandado por Raquel Lyra (PSD). A ação, revelada pela coluna Painel da Folha de S.Paulo, acusa a gestão estadual de desviar verba pública para alimentar ataques políticos contra a oposição, em pleno período eleitoral.
De acordo com a representação, o esquema consistiria na utilização de estruturas oficiais do governo para produzir e disseminar conteúdo difamatório contra adversários, incluindo o próprio candidato do PSB. A campanha de João Campos pede que o TRE-PE investigue a origem dos recursos, identifique os responsáveis e aplique as sanções previstas na legislação eleitoral, que proíbe o uso da máquina pública para beneficiar ou prejudicar candidaturas.
Panorama político em Pernambuco
O caso ganha relevância em um cenário de disputa acirrada pelo governo de Pernambuco, onde João Campos e Raquel Lyra aparecem como principais adversários nas pesquisas de intenção de voto. A acusação de uso eleitoral da máquina pública é um dos temas mais sensíveis da campanha, pois pode gerar inelegibilidade e multa, além de influenciar o eleitorado.
Nos bastidores, aliados de Campos afirmam que a representação é uma resposta a uma série de ataques recentes veiculados em redes sociais e materiais impressos, que atribuem ao candidato supostas irregularidades em sua gestão na capital. Já a equipe de Raquel Lyra nega as acusações e classifica a ação como ‘estratégia de marketing’ do adversário.
O TRE-PE ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas a tendência é que o relator da ação determine a notificação das partes e a abertura de prazo para defesa. Especialistas em direito eleitoral ouvidos pela reportagem destacam que, se comprovado o uso de recursos públicos para fins eleitorais, a punição pode incluir cassação do registro da candidatura da governadora e até prisão dos envolvidos.
Enquanto isso, a disputa em Pernambuco segue polarizada, com pesquisas apontando empate técnico entre os dois candidatos. A decisão do TRE-PE sobre o caso pode ser decisiva para o desfecho da eleição, que ocorre em outubro.
Fonte: ver noticia original

