Um levantamento do ex-presidente do INSS Leonardo Rolim aponta que o gasto do instituto com entregadores do iFood acidentados poderia alcançar R$ 189 milhões por ano. O número parte da hipótese extrema de que todos os trabalhadores que sofrem acidentes anualmente tivessem o benefício deferido.
O cálculo leva em conta a quantidade de entregadores ativos na plataforma e a frequência de acidentes registrados. Rolim ressalta que o valor é uma projeção máxima, não um custo real, mas serve para dimensionar o impacto potencial nas contas da Previdência.
O debate ganha relevância em meio à discussão sobre a regulamentação do trabalho em aplicativos. A proposta em tramitação no Congresso prevê contribuição previdenciária dos entregadores, o que poderia reduzir o déficit, mas ainda enfrenta resistência das empresas.
O próximo passo é a análise do impacto fiscal pela equipe econômica, que deve definir regras mais claras para a cobertura de acidentes. A expectativa é que o tema avance na agenda legislativa ainda neste semestre.
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