O governo do Irã anunciou nesta semana que só vai reabrir completamente o estreito de Ormuz, rota vital para o transporte mundial de petróleo, se os Estados Unidos atenderem a seis exigências. A declaração eleva a tensão diplomática no Golfo Pérsico e acende alerta no mercado internacional de energia.
Entre as condições listadas por Teerã estão o fim das sanções econômicas, a retirada de navios de guerra americanos da região e garantias de que o país não sofrerá novos ataques cibernéticos. O governo iraniano também cobra a liberação de ativos congelados e o compromisso de Washington em não intervir em assuntos internos do país.
A resposta dos EUA ainda não veio, mas analistas avaliam que as exigências são difíceis de serem aceitas integralmente. Enquanto isso, a navegação no estreito segue parcialmente restrita, afetando o preço do barril e a logística de exportação dos países do Golfo.
O próximo passo deve ser uma rodada de negociações indiretas, possivelmente mediadas por Qatar ou Omã. A expectativa é que as conversas avancem apenas se houver flexibilização mútua, o que, no cenário atual, parece distante.
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