Dois irmãos relatam ter sido agredidos com socos e uma cabeçada pela equipe de um bar em Sobradinho II, no Distrito Federal, na noite de domingo (9), por volta de 22h. Luciano da Costa Antunes e Alessandra Pereira da Costa afirmam que foram ao estabelecimento apenas para comprar cerveja, sem intenção de consumir no local, mas acabaram envolvidos em uma confusão que resultou em ferimentos.
Segundo o relato de Luciano, um dos garçons alegou que eles não poderiam entrar no bar. Em seguida, começaram as agressões. “Aí ele me empurrou, me deu uma cabeçada e eu revidei a cabeçada”, contou. A vítima teve o olho atingido e sofreu um corte na região da sobrancelha. Alessandra, ao tentar separar a briga, também foi atingida. “Eu só entrei e falei ‘não faz isso com meu irmão não’. Aí, na hora dos murros, esse rapaz veio e me deu um soco. Só que eu não esperava, porque foi muito forte e eu não vi de onde veio”, afirmou.
Versão do estabelecimento
O Santta Aldeia, bar onde ocorreram as agressões, negou as acusações. Em nota, o estabelecimento afirmou que Luciano teria dado uma cabeçada no garçom, e que o funcionário, ao revidar o golpe, acabou atingindo Alessandra. O bar também alegou que os irmãos entraram quando os funcionários se preparavam para fechar o local, e que Luciano abriu o freezer e retirou cervejas sem autorização, o que provocou uma “confusão generalizada”.
O proprietário do bar acusa ainda Luciano de ameaça e agressão contra ele. “Os ferimentos apresentados nas imagens decorreram da própria confusão e de agressões entre os envolvidos, não tendo sido provocados pelo proprietário ou pelos garçons”, declarou. O Santta Aldeia afirma que está tomando medidas jurídicas cabíveis e que “repudia veementemente qualquer forma de violência, agressão, ameaça, depredação ou desrespeito”.
Panorama de segurança e violência em bares
O caso em Sobradinho II reacende o debate sobre a segurança em estabelecimentos noturnos e a conduta de funcionários em situações de conflito. Especialistas apontam que a falta de treinamento para lidar com clientes e a ausência de protocolos de mediação podem transformar pequenos desentendimentos em agressões físicas. A Polícia Civil do Distrito Federal deve investigar o caso, ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de segurança para esclarecer a dinâmica dos fatos.
Enquanto isso, os irmãos agredidos buscam apoio jurídico e esperam que a justiça seja feita. A ocorrência foi registrada e as partes envolvidas devem prestar depoimento nos próximos dias. A população local, por sua vez, cobra mais segurança e responsabilização em casos de violência em bares e casas noturnas.
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