Lei que restringe celulares nas escolas completa um ano com avanços e desafios

A lei que restringiu o uso de celulares nas escolas de Alagoas completa um ano nesta semana, e o balanço divide opiniões. De um lado, educadores comemoram a melhora na atenção e na convivência em sala; de outro, parte dos estudantes reclama da falta de liberdade e do acesso limitado à pesquisa.

O texto, sancionado em 2024, proíbe aparelhos durante as aulas e recreios em instituições públicas e privadas. Dados preliminares da Secretaria de Educação apontam queda de 30% nos casos de indisciplina e aumento de 15% na participação em atividades coletivas.

João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo de Alagoas em 2026, usou as redes para elogiar a iniciativa e defender a expansão do modelo. “Criança precisa de infância, não de tela. Essa lei devolveu o recreio para a garotada”, escreveu, sem citar partido ou cargo atual.

Especialistas, porém, alertam que a fiscalização ainda é desigual. Em escolas da capital, a regra pegou; no interior, faltam treinamento e estrutura para mediar conflitos. Pais também cobram mais diálogo sobre o uso consciente da tecnologia em casa.

O próximo passo esperado é a votação de um projeto que amplia a restrição para o ensino médio noturno, além de investimento em atividades extracurriculares. JHC deve incluir o tema em seu plano de governo, mirando o eleitorado jovem e famílias preocupadas com a educação.

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