Presidente do PT condiciona aproximação de Alcolumbre a Lula à aprovação da PEC 6×1

A semana passada marcou o reencontro entre os chefes dos Poderes após mais de três meses sem diálogo direto. O encontro, porém, não foi suficiente para dissipar as desconfianças — e agora o presidente do PT condiciona a reaproximação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao governo Lula à aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho para 6 horas diárias, a chamada PEC 6×1.

A declaração, feita em tom de cobrança, sinaliza que a base governista quer ver avanço concreto na pauta trabalhista antes de selar qualquer trégua política. A PEC, que tramita no Senado, é vista como prioridade do Planalto e de movimentos sociais, mas enfrenta resistência de setores do empresariado e de parte da oposição.

Nos bastidores, a avaliação é de que Alcolumbre precisa demonstrar compromisso com a agenda do governo para reconquistar a confiança de Lula. O gesto de adiar a chamada “pauta-bomba” no Senado, como destacou a líder Teresa Leitão, foi interpretado como um primeiro sinal — mas insuficiente para selar a aliança.

Enquanto isso, o cenário fiscal também pressiona o governo: o déficit recorde acende alerta para 2026, e a ameaça de veto à renegociação de dívidas rurais adiciona mais um capítulo de tensão entre Executivo e Legislativo. A expectativa é que a votação da PEC 6×1 se torne o teste decisivo para medir a força do governo no Senado e o futuro do diálogo entre os Poderes.

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