Os três militares envolvidos no uso de uma viatura da corporação durante uma gravação no projeto ‘Rancho do Maia’, no bairro de Ipioca, em Maceió, foram liberados nesta terça-feira (11). Eles ficaram presos administrativamente por 72 horas, sob acusação de má condução no serviço policial militar. Apesar da liberação, os policiais seguem afastados das funções por tempo indeterminado, conforme apuração do Portal Acta.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens que mostravam a viatura sendo utilizada em um contexto não operacional, durante as gravações do projeto audiovisual. A prisão administrativa foi aplicada pela própria corporação, que considerou a conduta dos agentes incompatível com os regulamentos internos da Polícia Militar.
Contexto e desdobramentos
A liberação ocorre após o cumprimento da pena administrativa, mas o afastamento das funções permanece, indicando que as investigações internas ainda estão em andamento. A medida visa apurar a extensão das responsabilidades e eventuais danos à imagem da instituição.
O episódio reacende o debate sobre o uso de recursos públicos e a conduta de agentes de segurança em atividades extracurriculares. Especialistas apontam que a utilização de viaturas para fins particulares, mesmo em projetos culturais, viola princípios administrativos e pode configurar desvio de finalidade.
Até o momento, a Polícia Militar não divulgou detalhes sobre o andamento do processo disciplinar, nem informou se os militares sofrerão sanções adicionais. A corporação limitou-se a confirmar a liberação e o afastamento preventivo.
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