A primeira rodada de negociação entre o governo da Venezuela e a oposição terminou sem mudanças na cúpula do Supremo Tribunal de Justiça, apesar do tom conciliador dos discursos. O encontro, realizado nesta semana, teve como pauta central a reforma do Judiciário e a recuperação de ativos venezuelanos no exterior, mas os avanços concretos ficaram para as próximas etapas.
Nos bastidores, a leitura é de que a manutenção do tribunal foi uma condição imposta pelo chavismo para manter o diálogo vivo. Já a oposição, que chegou a cobrar a substituição imediata de magistrados alinhados ao governo, saiu com a promessa de que o tema será retomado em uma segunda rodada, ainda sem data marcada.
Enquanto isso, o clima político na região segue agitado: no Brasil, Bolsonaro oficializou Flávio como porta-voz e pré-candidato em meio à crise no PL, e Lula já iniciou nova rodada de escolhas para tribunais superiores após a derrota de Messias no Senado — sinal de que a briga pelo Judiciário é tema quente em várias frentes.
A expectativa agora é que a oposição venezuelana apresente uma contraproposta formal sobre a composição do Supremo, enquanto o governo tenta destravar o acesso a ativos congelados no exterior. Se não houver avanço na próxima reunião, o diálogo pode perder força e reacender as tensões políticas no país.
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