Um estudo do USCBC (Conselho Empresarial EUA-China) revela que os controles de exportação impostos por Washington estão surtindo efeito: empresas chinesas estão se tornando ‘menos indispensáveis’ no cenário internacional. A pesquisa, divulgada nesta semana, aponta que as restrições tecnológicas e comerciais têm impactado diretamente a competitividade das companhias do país asiático.
Segundo o levantamento, a estratégia americana de limitar o acesso da China a semicondutores e outras tecnologias avançadas está forçando uma reconfiguração nas cadeias de suprimento globais. Compradores e parceiros comerciais, antes dependentes de fornecedores chineses, agora buscam alternativas em outros mercados, reduzindo a centralidade do gigante asiático.
O estudo, no entanto, não ignora os riscos: a medida pode acelerar os esforços de Pequim para desenvolver tecnologia própria e reduzir sua dependência externa. Analistas apontam que, a longo prazo, a disputa pode gerar um cenário bipolarizado, com consequências imprevisíveis para o comércio mundial.
Para os próximos meses, espera-se que Washington avalie novos pacotes de restrições, enquanto Pequim intensifica investimentos em inovação local. A disputa, que começou como guerra comercial, agora se desenha como uma corrida tecnológica de longo prazo, com impactos diretos na geopolítica e na economia global.
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