O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que a ONU “está morrendo lentamente”, em uma crítica contundente à relevância da organização internacional no cenário global. A declaração foi feita durante um evento em que discutiu os desafios da governança multilateral.
Grossi destacou que a estrutura atual da ONU não acompanha as transformações geopolíticas e que a instituição perde espaço para decisões tomadas de forma unilateral por grandes potências. “A organização precisa de reformas urgentes para não se tornar obsoleta”, disse, sem citar casos específicos.
A fala do chefe da AIEA levanta um debate que já circula nos bastidores diplomáticos: a capacidade da ONU de mediar conflitos e impor resoluções diante de um mundo cada vez mais polarizado. Para Grossi, a lentidão nos processos e a falta de consenso entre os membros permanentes do Conselho de Segurança são os principais entraves.
Analistas políticos veem a declaração como um alerta para a necessidade de modernização das instituições internacionais, mas também como um reflexo da frustração de líderes técnicos com a burocracia da ONU. O próximo passo esperado é a pressão por uma agenda de reformas na Assembleia Geral, que ocorre em setembro.
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