Alckmin cobra investigação rigorosa na fraude do Banco Master

Vice-presidente Geraldo Alckmin defende apuração rigorosa no caso do Banco Master, que causou prejuízos bilionários. Ele garante liberdade investigativa à Polícia Federal.

Bruno Peres/Agência Brasil
Alckmin cobra investigação rigorosa na fraude do Banco Master

Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, exigiu investigação e punição severa para os responsáveis pela fraude do Banco Master, que provocou perdas de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos e prejudicou investidores e entidades públicas e privadas.

Alckmin fez a declaração ao jornalista José Luiz Datena durante a estreia do programa “Na Mesa com Datena”, exibido na TV Brasil na terça-feira. O vice-presidente denunciou que servidores do próprio Banco Central estavam envolvidos no escândalo, comprometendo a instituição responsável pela fiscalização do sistema financeiro.

“Tem que ser feita apuração rigorosa, punição rigorosa”, afirmou Alckmin, segundo relato da entrevista. O vice-presidente também assegurou que o governo garante total liberdade investigativa à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, sem limitações de qualquer natureza.

O ministro defendeu ainda o aprimoramento dos instrumentos de controle e o fortalecimento das instituições. Para Alckmin, a democracia exige transparência e clareza contínuas para evitar que fraudes dessa magnitude ocorram novamente.

Prisão de Vorcaro e operação policial

O financista Daniel Vorcaro foi preso novamente pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero. Mensagens encontradas em seu celular revelaram ameaças contra jornalistas e pessoas que contrariaram seus interesses, segundo documentos da investigação.

A operação apura fraudes bilionárias no Banco Master, que resultaram em um rombo de até R$ 47 bilhões ao sistema de proteção de investidores. Vorcaro havia recebido liberdade provisória com tornozeleira eletrônica após prisão anterior no ano passado.

Saída do ministério

Alckmin confirmou que deixará o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no dia 2 de abril, cumprindo exigência da legislação eleitoral. A desincompatibilização de cargos executivos deve ocorrer até seis meses antes das eleições de outubro, conforme lei federal.

O vice-presidente mantém a vice-presidência, que não exige afastamento para candidatura. A decisão sobre seu futuro político ainda não foi anunciada oficialmente, informou o próprio Alckmin à imprensa.

Impactos econômicos da guerra no Oriente Médio

Alckmin avaliou que o Brasil sofrerá menos impacto do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã por depender principalmente do comércio com China, União Europeia, Argentina e EUA. Contudo, reconheceu que o encarecimento do petróleo afeta os preços de gasolina e diesel.

“Todos os países saem prejudicados, mas o Brasil é o menos prejudicado”, declarou o vice-presidente, segundo transcrição da entrevista na TV Brasil.

Cenário econômico e eleições

O ministro expressou otimismo com a situação econômica do país, destacando indicadores favoráveis. O desemprego atingiu o menor nível da série histórica e a inflação atingiu 4,2%, a menor também, conforme dados do governo.

Alckmin apontou ganho real de renda para a população e reajuste do salário mínimo como fatores positivos. Ressaltou que aproximadamente 60% dos aposentados e pensionistas brasileiros vivem com um salário mínimo, beneficiando-se diretamente dos reajustes.

Embora reconheça a polarização política global, o vice-presidente mantém perspectiva favorável para as eleições de outubro, considerando a comparação entre governos como elemento diferenciador.

PEC da Segurança Pública

Alckmin destacou a aprovação recente da Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública pela Câmara dos Deputados, que agora aguarda análise no Senado. A PEC cria o Sistema Único de Segurança Pública e reforça a integração entre forças de segurança.

O vice-presidente considerou fundamental o fortalecimento das polícias municipais, que atuam mais próximas da população local. A proposta também atribui à Polícia Federal o combate a crimes de organizações e milícias privadas com repercussão interestadual ou internacional.

A Polícia Rodoviária Federal amplia seu escopo para incluir ferrovias e hidrovias federais. Alckmin defendeu ainda aumento de penas contra crime organizado e prisão dos líderes das facções criminosas.

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