Operações da polícia penal fluminense miram entrada de itens proibidos e comunicação de facções nos presídios

Com o objetivo de enfraquecer a ação do crime organizado nos presídios e penitenciárias do estado do Rio de Janeiro, a polícia penal vem realizando ações sistemáticas de repressão à entrada e circulação de itens proibidos no sistema prisional, bem como à comunicação de organizações criminosas de dentro do sistema penitenciário com as facções criminosas. As operações, que ocorrem de forma contínua, já resultaram em apreensões significativas nesta semana, incluindo uma miniantena Starlink, celulares e drogas, conforme informações da Agência Brasil.

Nesta semana, foi apreendida uma miniantena Starlink, equipamento que fornece acesso à internet rápida via satélite em qualquer lugar, de forma ultraportátil. Na mesma fiscalização, foi impedida a entrada de 160 gramas de entorpecente no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, conhecido como Bangu 4. A miniantena seria entregue na cadeia por Sedex; ao abrir o pacote na presença do interno a quem a encomenda era destinada, o policial penal localizou o equipamento dentro de um rádio. O interno foi transferido para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), onde está em cela de isolamento.

Apreensões em Bangu 2

No Presídio Alfredo Tranjan (Bangu 2), a ação resultou na apreensão de 31 aparelhos de telefone celular e cerca de 300 papelotes de cocaína. A operação contou com policiais penais das coordenações de unidades prisionais de alta e de média complexidade, além da Subsecretaria Operacional da Secretaria de Polícia Penal (Seppen).

As ações fazem parte de um esforço mais amplo para desarticular o poder das facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios. A entrada de itens proibidos, como celulares e drogas, é um dos principais canais de manutenção do crime organizado, permitindo que líderes presos continuem comandando operações externas. A apreensão de equipamentos como a Starlink evidencia a sofisticação logística das organizações, que buscam meios alternativos de comunicação para escapar do monitoramento.

O cenário reflete um problema nacional: segundo dados recentes, o Rio de Janeiro registrou em julho 34 tiroteios envolvendo facções criminosas, o que demonstra a capilaridade desses grupos. Organizações de direitos humanos também denunciaram à ONU a fome e a violação de direitos nos presídios brasileiros, apontando para a necessidade de reformas estruturais no sistema carcerário. As operações da polícia penal, embora importantes, são apenas uma frente no combate ao crime organizado, que exige políticas integradas de segurança, inteligência e ressocialização.

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