João Henrique Caldas (JHC) começou a semana em Brasília, em encontro com o presidente Lula, e terminou alinhado ao partido de Flávio Bolsonaro. O movimento, registrado em agenda pública, escancara a estratégia do pré-candidato ao governo de Alagoas em 2026: circular sem amarras ideológicas.
Nos bastidores, a leitura é que JHC tenta construir pontes onde há muros. A ida ao Planalto na segunda-feira sinalizou diálogo com o governo federal; dias depois, a aproximação com o PL de Flávio Bolsonaro acenou para a direita. O resultado é um xadrez político que promete esquentar a sucessão estadual.
Enquanto isso, o cenário nacional segue agitado: o Congresso voltou do recesso com agenda enxuta e olho nas eleições de outubro, e o dólar fechou no maior valor em duas semanas. Para JHC, o desafio é equilibrar o próprio discurso em um tabuleiro cada vez mais polarizado.
O próximo passo do pré-candidato deve ser oficializar alianças e testar o terreno nas pesquisas. A dúvida que fica é até onde essa dança entre os dois polos rende votos — ou desgaste.
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