Ronaldo Lessa, que governou Alagoas em dois mandatos, agora figura como segundo suplente na chapa de Marina Silva. O movimento, tratado nos bastidores como um verdadeiro prêmio de consolação, escancara o ocaso político de um nome que já foi protagonista no estado.
A decisão, confirmada pela Tribuna do Agreste, coloca o ex-governador em posição meramente decorativa na corrida eleitoral. Para aliados históricos, o papel reservado a Lessa representa uma queda simbólica — de chefe do Executivo estadual a coadjuvante em uma lista que dificilmente o levará de volta ao poder.
Enquanto isso, o cenário político alagoano segue em ebulição. João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo em 2026, observa de longe o rearranjo das forças tradicionais. A movimentação em torno de Lessa, antes um peso-pesado, sinaliza que até os nomes mais consolidados precisam se contentar com migalhas quando o tabuleiro muda.
O próximo passo de Lessa deve ser tentar manter relevância nos bastidores, mas a realidade é dura: na política, quem aceita o segundo lugar na suplência dificilmente volta a ocupar o centro do palco. Resta saber se ele conseguirá transformar esse papel coadjuvante em alguma moeda de troca para o futuro.
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