O ministro Carlos Pires Brandão, natural de Porto Calvo, usou sua trajetória para defender, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que o Judiciário atue como motor de desenvolvimento humano e social. A declaração ocorreu durante sessão que discutiu o papel estratégico dos tribunais na redução das desigualdades regionais.
Com origem no interior de Alagoas, Brandão destacou que o acesso à Justiça transforma realidades locais. “Quando o Judiciário chega a quem mais precisa, ele não resolve apenas processos; ele devolve dignidade e cria condições para o crescimento”, afirmou o ministro, citando exemplos de comarcas do interior que impulsionaram políticas públicas.
A fala repercutiu entre conselheiros e especialistas, que veem no posicionamento um reforço à tese de que a prestação jurisdicional deve estar alinhada a metas sociais. Para Brandão, a modernização do sistema passa por ouvir as demandas das comunidades mais distantes dos grandes centros.
Nos bastidores, a expectativa é que o ministro leve essa pauta a novos encontros do CNJ, com foco em projetos que integrem Justiça, educação e saúde. A defesa de um Judiciário mais próximo do cidadão deve pautar as próximas reuniões do conselho.
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