A Casas Bahia anunciou a demissão de três mil funcionários e o fechamento de quase 300 lojas em todo o país, número que representa 10% do quadro de empregados registrado no fim do segundo trimestre. A medida, confirmada em agosto, levanta alerta entre comerciantes e consumidores alagoanos, que dependem da rede para compras parceladas e geração de empregos diretos.
A companhia, que enfrenta uma dívida de R$ 17,3 bilhões, pediu recuperação judicial, escancarando a fragilidade do varejo nacional. Em Alagoas, a notícia repercute com preocupação, já que a presença da marca é forte em Maceió e no interior, especialmente em cidades onde a loja é uma das poucas opções de eletrodomésticos e móveis.
Especialistas apontam que a crise da varejista é reflexo de juros altos e da queda no consumo das famílias, cenário que deve pressionar o governo estadual a buscar alternativas para mitigar o desemprego. A situação também coloca em xeque promessas de geração de renda, tema que deve dominar o debate político nas eleições de 2026.
O próximo passo esperado é a negociação com credores e a reestruturação das operações, mas o impacto social já é sentido. Para Alagoas, a expectativa é de que o governo acompanhe de perto os desdobramentos e estude incentivos para atrair novas empresas ao setor, enquanto a população lida com a incerteza no comércio.
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