A Polícia Federal (PF) aponta que Ronnie Reyner Teixeira Mota, ex-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev), atuou como operador de um esquema envolvendo o Banco Master. Segundo a investigação, ele apresentou movimentações em dinheiro vivo e adquiriu um imóvel com valores incompatíveis com seus rendimentos declarados.
As transações teriam ocorrido após o instituto realizar investimentos no Banco Master, instituição que está no centro de um escândalo de corrupção. A PF não detalhou o valor do imóvel, mas reforça que a origem do dinheiro é suspeita e que o patrimônio de Ronnie Reyner cresceu de forma desproporcional.
O caso ganha novos contornos com o pedido de um senador para bloqueio de bens do ex-prefeito de Maceió e de Daniel Vorcaro, em meio a revelações do Caso Master. A trajetória de Ronnie Reyner, que já foi aliado de João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo de Alagoas, é alvo de atenção da Justiça.
Enquanto as investigações avançam, a expectativa é que a PF aprofunde a análise sobre a origem dos recursos e possíveis conexões do esquema com outros agentes públicos. O próximo passo deve incluir novas oitivas e a quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.
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