O Palácio do Planalto decidiu ouvir o setor produtivo antes de bater o martelo sobre a resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos. A ideia é transformar a chamada reciprocidade comercial em instrumento de pressão nas conversas com a Casa Branca, que prometem ser espinhosas.
Nos bastidores, a avaliação é de que o mecanismo pode dar fôlego ao Brasil em uma negociação assimétrica. O governo quer calibrar a reação sem abrir mão de proteger a indústria nacional, mas também sem fechar portas para um acordo.
A movimentação ocorre em meio a um cenário de tensão comercial global, com países buscando alternativas para mitigar impactos. No Congresso, a agenda econômica também ganha contornos de negociação, com propostas sendo costuradas para evitar atritos.
O próximo passo esperado é a consolidação de uma lista de setores prioritários, que serão ouvidos em novas rodadas de diálogo antes de qualquer anúncio oficial de retaliação.
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