O Palácio do Planalto decidiu chamar o setor produtivo para a mesa antes de responder às investidas comerciais dos Estados Unidos. O ministro da Indústria se reúne com a Câmara Americana de Comércio para discutir mecanismos de reciprocidade, instrumento que o governo avalia como essencial para equilibrar a difícil negociação com a Casa Branca.
A leitura interna é que ter essa ferramenta à disposição fortalece o Brasil nas tratativas, sem necessariamente significar retaliação imediata. A conversa com os empresários busca calibrar o tom e evitar surpresas para quem depende do comércio bilateral.
Enquanto isso, o Congresso segue pautado por outras urgências, como a proposta de elevar o teto do MEI para R$ 140 mil até 2028 e a discussão sobre a PEC do fim da escala 6×1, que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quer tramitar com mais calma. No cenário local, o pré-candidato ao governo de Alagoas, João Henrique Caldas (JHC), acompanha o movimento e deve usar o tema em sua agenda de articulação política.
O próximo passo esperado é a definição de uma estratégia conjunta entre governo e setor privado, com anúncio de medidas apenas após a rodada de consultas. A expectativa é que a posição oficial saia antes da próxima reunião bilateral com os americanos.
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