Fachin rebate críticas ao STF e defende corte de penduricalhos: ‘Demolição de instituições não pode ser método’

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, saiu em defesa da atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) diante das críticas sobre os chamados penduricalhos. Em evento, ele afirmou que a corte agiu por transparência ao limitar os benefícios da magistratura e rebateu ataques: ‘A demolição de instituições não pode ser método de atuação política’.

Fachin reconheceu que o Judiciário enfrentou ‘distorções’ na remuneração da classe, mas defendeu que a revisão dos penduricalhos foi uma forma de separar ‘o joio do trigo’. A declaração ocorre em meio a um cenário de pressão sobre o STF, que recentemente formou maioria para liberar pagamentos retroativos a juízes e membros do Ministério Público, gerando impacto fiscal e político imediato.

Segundo o site Tribuna do Sertão, o ministro também lançou uma cartilha sobre a remuneração de magistrados, reforçando a necessidade de esclarecer a sociedade sobre o tema. A iniciativa, no entanto, não impede que o debate continue acirrado, especialmente após a sinalização de Fachin de que o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e um jornalista pode ir ao plenário da corte.

Enquanto isso, o ministro Flávio Dino também defendeu uma reforma no Judiciário, mas negou que haja uma crise ‘terminal e apocalíptica’, apontando interesses por trás do discurso. A fala de Fachin, portanto, chega como uma tentativa de blindar a instituição em um momento de questionamentos, mas a expectativa é que o tema continue rendendo nos bastidores políticos e jurídicos.

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