Uma advogada de 34 anos, Ana Walesca do Nascimento Gomes, foi assassinada a tiros na noite de terça-feira (18) enquanto passeava com o cachorro na Avenida Cachoeira do Meirim, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Segundo as investigações, pelo menos dois criminosos em uma motocicleta se aproximaram da vítima e efetuaram cerca de cinco disparos, fugindo em seguida sem levar pertences. A jovem, que era filha de um policial civil, chegou a ser socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde não resistiu.
O crime ocorreu por volta das 20h, quando a vítima fazia seu passeio habitual com o animal de estimação. Moradores da região relataram ter ouvido os disparos e, ao saírem às ruas, encontraram a advogada caída. Amigos, vizinhos e familiares, em depoimento à TV Asa Branca Alagoas, descreveram Ana Walesca como uma pessoa tranquila e sem histórico de envolvimento em conflitos, o que reforça a perplexidade diante do ocorrido.
Investigação em andamento
O delegado David Dias, responsável pelo caso, informou que uma testemunha já foi ouvida e que as imagens de videomonitoramento da região serão analisadas para identificar os suspeitos. A polícia trabalha com várias linhas de investigação, incluindo a hipótese de latrocínio — roubo seguido de morte — e a possibilidade de a advogada ter sido morta por engano. “Também recebemos a informação de que os indivíduos estariam procurando por ela, mas ainda estamos ouvindo as testemunhas”, afirmou o delegado, sem descartar nenhuma hipótese.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A motocicleta usada no crime ainda não foi localizada, e a polícia solicita que qualquer informação sobre o paradeiro dos criminosos seja repassada anonimamente pelo Disque-Denúncia (181). A morte de Ana Walesca chocou a comunidade local e reacendeu o debate sobre a segurança pública em Maceió, que registrou aumento de 12% nos homicídios no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Instituto de Segurança Pública de Alagoas.
O caso é tratado com prioridade pela Delegacia de Homicídios da Capital, que já solicitou a quebra de sigilo telefônico da vítima para auxiliar nas investigações. A família, em nota, pediu justiça e celeridade no esclarecimento do crime. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas também se manifestou, lamentando a morte da profissional e cobrando uma apuração rigorosa.
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