As novas revelações sobre as relações entre Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), o ex-chefe de gabinete da Presidência Marcola e a lobista Roberta Luchsinger estão gerando mal-estar e irritação no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assessores do presidente reconhecem que as conversas divulgadas são inoportunas e inadequadas, mas garantem que não há, até agora, nenhum “ato de ofício” que comprove que Lulinha tenha favorecido a lobista em contratos no governo.
As trocas de mensagens revelam que Marcola recebeu um contrato de venda de canabidiol para o Ministério da Saúde, que Lulinha orientou a empresária a emitir nota fiscal para um cliente dela, e que houve fotos de joias trocadas entre a lobista e Marcola. Segundo assessores, Lula está contrariado e afirma que não tinha conhecimento dos fatos, mantendo o discurso de que, se algo for comprovado contra seu filho ou ex-chefe de gabinete, eles terão de responder na Justiça.
Investigações em andamento
A Polícia Federal (PF) deve convocar Lulinha para depor, mas aguarda a conclusão da análise de todo o material recolhido nos três inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolvem o filho mais velho do presidente. Lulinha, que reside na Espanha, já afirmou que virá ao Brasil para prestar depoimento quando for notificado.
Plano eleitoral e contra-ataque
No campo político, o PT pretende usar a verba de Daniel Vorcaro – pedida por Flávio Bolsonaro para bancar o filme sobre o pai – como munição para acuar o candidato do PL. A equipe de Lula aposta nas investigações da PF sobre o caminho dos R$ 61 milhões investidos pelo banqueiro no filme “Dark Horse”. A suspeita é que parte do dinheiro possa ter sido usada para despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, o que ele nega.
O cenário político nacional segue marcado por trocas de acusações entre os principais polos, com a oposição explorando as relações familiares e de gabinete, enquanto o governo busca desviar o foco para supostas irregularidades ligadas à família Bolsonaro. A disputa eleitoral de 2026 promete ser acirrada, com cada lado tentando capitalizar em cima das investigações em curso.
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