O governo federal quer que o Brasil produza 70% dos medicamentos e insumos utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até 2033. A declaração foi feita pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que defendeu a redução da dependência de importações no setor farmacêutico como prioridade estratégica.
Segundo Alckmin, a meta é ambiciosa, mas necessária para garantir soberania sanitária e gerar empregos qualificados. A medida também pode baratear custos no longo prazo, embora exija investimentos pesados em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura produtiva.
A discussão ocorre em meio a avanços no Congresso, como a recente aprovação da dispensa de licitação para compras da Hemobrás, que pode economizar até R$ 1 bilhão por ano, conforme apontou o portal República do Povo. A medida é vista como um passo para agilizar a aquisição de hemoderivados e outros produtos essenciais.
Especialistas, porém, alertam que a meta de 70% exige planejamento de longo prazo e parcerias público-privadas sólidas. O governo, por sua vez, sinaliza que deve lançar editais e incentivos fiscais para atrair fabricantes nacionais e estrangeiros interessados em instalar plantas no país.
O próximo passo esperado é a apresentação de um plano detalhado de investimentos, com cronograma e fontes de financiamento, para que a meta saia do papel e se torne política de Estado, independentemente de mudanças no comando do Executivo.
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