Operação da Polícia Civil em Alagoas resulta na morte de um suspeito e prisão de outro pelo assassinato da advogada Ana Walesca

Uma operação da Polícia Civil de Alagoas, realizada entre a noite de quarta-feira (19) e a madrugada desta quinta-feira (20), resultou na prisão de um suspeito e na morte de outro durante troca de tiros com os agentes. Os dois eram apontados como responsáveis pelo assassinato da advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, morta a tiros enquanto passeava com o cachorro no bairro Benedito Bentes, em Maceió. A informação foi confirmada pela TV Asa Branca Alagoas, que apurou os detalhes da ação policial.

Segundo as investigações, o homem preso seria o condutor da motocicleta usada no crime, enquanto o suspeito morto no confronto seria o executor dos disparos que atingiram a vítima. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas, que segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime e possíveis motivações.

Crime e investigação

O assassinato de Ana Walesca ocorreu na última terça-feira (18), entre 17h e 18h, na Avenida Cachoeira do Meirim, no Benedito Bentes. De acordo com a polícia, dois homens em uma motocicleta se aproximaram da vítima, e o garupa desceu para atirar. O delegado Danilo Resende informou que a arma utilizada falhou pelo menos duas vezes, mas o criminoso continuou tentando efetuar os disparos. A advogada foi atingida por cerca de cinco tiros na cabeça e no tórax, morrendo no local.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conseguiu imagens que registraram os suspeitos na motocicleta momentos antes do crime. Uma moto com características semelhantes foi apreendida e passará por perícia para confirmar se foi usada no ataque. Os celulares de Ana Walesca também foram encaminhados ao Instituto de Criminalística para análise.

O pai da vítima, que é policial civil, foi ouvido e afirmou não ter recebido ameaças relacionadas ao ataque. A polícia pretende ouvi-lo novamente durante o inquérito. Até o momento, não há registro de ameaças recentes contra a advogada, nem antecedentes criminais que desabonem sua conduta, segundo o delegado.

Panorama e próximos passos

O caso ganhou repercussão em Alagoas, especialmente pela violência do ataque e pelo perfil da vítima. A operação desta quinta-feira demonstra o avanço das investigações, mas ainda restam dúvidas sobre a motivação do crime. A Polícia Civil não divulgou onde os suspeitos foram localizados nem se possuíam antecedentes criminais, conforme contato do g1, que não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Em um contexto mais amplo, o caso reforça a necessidade de atenção à segurança pública em Maceió, onde crimes violentos têm gerado comoção e cobranças por respostas rápidas das autoridades. A perícia da moto e dos celulares, além de novas oitivas, deve trazer mais esclarecimentos nos próximos dias.

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