Superlotação na Maternidade Santa Mônica: novo vídeo expõe pacientes em áreas improvisadas e equipes no limite

O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL) divulgou, nesta quinta-feira (20), um novo vídeo que reforça a denúncia de superlotação na Maternidade Santa Mônica, em Maceió. As imagens, gravadas no mesmo dia, mostram pacientes em áreas improvisadas da unidade, como corredores e salas adaptadas, enquanto equipes médicas trabalham acima da capacidade. A situação, segundo o sindicato, coloca em risco a saúde de mães e recém-nascidos e evidencia um colapso no atendimento público de saúde na capital alagoana.

No vídeo, é possível ver macas alinhadas em espaços que não foram projetados para internação, com pouca privacidade e estrutura precária. O presidente do Sinmed-AL, que não teve o nome divulgado na fonte original, afirma que os profissionais estão sobrecarregados e que a demanda supera em muito a estrutura disponível. “As equipes trabalham no limite, sem condições adequadas de atender com segurança”, declarou, em tom de alerta.

Denúncia recorrente e impacto na saúde pública

Esta não é a primeira vez que o sindicato expõe a situação da maternidade. Em semanas anteriores, já haviam sido registrados relatos de superlotação e falta de leitos. A nova gravação, no entanto, traz imagens mais contundentes, com pacientes em locais improvisados, o que sugere que a crise se agravou. A unidade, que é referência no atendimento obstétrico em Maceió, enfrenta dificuldades estruturais históricas, mas a atual gestão estadual e municipal ainda não apresentou um plano efetivo de ampliação ou reforma.

Especialistas em saúde pública apontam que a superlotação em maternidades pode levar a complicações como infecções hospitalares, partos em condições inadequadas e aumento da mortalidade materna e infantil. A falta de leitos de UTI neonatal também é um problema recorrente, agravado pelo aumento da demanda durante a pandemia e pela subnotificação de casos de risco.

Panorama político e cobranças

A denúncia do Sinmed-AL ocorre em um momento de forte debate sobre o sistema de saúde em Alagoas, especialmente com as eleições estaduais se aproximando. João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo de Alagoas em 2026, tem sido cobrado por eleitores e entidades sobre propostas para a área da saúde, mas não foi citado na notícia original. A situação da Maternidade Santa Mônica pode se tornar um tema central na campanha, pressionando os candidatos a apresentarem soluções concretas.

Enquanto isso, a população de Maceió segue refém de um serviço que não acompanha o crescimento da demanda. A recomendação do sindicato é de que a gestão estadual e municipal adotem medidas emergenciais, como a contratação de mais profissionais, a abertura de novos leitos e a transferência de pacientes para outras unidades da rede. A falta de ação, alerta o Sinmed-AL, pode resultar em tragédias evitáveis.

O vídeo já circula nas redes sociais e deve ser usado como prova em eventuais ações judiciais contra o poder público. A população, por sua vez, cobra transparência e agilidade das autoridades. A Maternidade Santa Mônica segue operando, mas sob condições que, segundo o sindicato, são insustentáveis no longo prazo.

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