O governo da Turquia anunciou a emissão de um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em conexão com o ataque a uma flotilha humanitária em 2010. A decisão foi divulgada nesta semana e representa um novo capítulo na tensão entre os dois países.
“Não aceitamos que o governo de Israel seja intocável”, afirmou um ministro turco, segundo informações do portal Tribuna do Sertão. A referência é ao episódio em que forças israelenses abordaram embarcações que tentavam furar o bloqueio a Gaza, deixando mortos e feridos.
A medida de Ancara é simbólica, mas carrega peso político: coloca Netanyahu na mira de uma ordem de captura internacional, ainda que sem efeito prático imediato fora da Turquia. A ação também ecoa em outros países que criticam a conduta israelense na região.
Netanyahu, por sua vez, não comentou diretamente o mandado, mas assessores próximos classificaram a decisão como “politicamente motivada”. A expectativa é que o caso ganhe repercussão em fóruns internacionais, especialmente em meio às negociações de cessar-fogo e à pressão por responsabilização de líderes envolvidos em conflitos.
O próximo passo deve ser a formalização do pedido de difusão da Interpol, o que pode gerar constrangimentos diplomáticos para Israel em países signatários. A Turquia, que já rompeu e retomou relações com Israel nos últimos anos, volta a usar o caso como ferramenta de pressão.
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