A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) prendeu administrativamente, nesta sexta-feira (21), um cabo da corporação após ele aparecer em um vídeo supostamente cheirando cocaína nas partes íntimas de uma mulher, onde também havia um revólver. A prisão ocorreu após as imagens circularem nas redes sociais por pelo menos dois dias, gerando repercussão e levando o Comando-Geral a acionar a Corregedoria-Geral para aplicação do Regulamento Disciplinar.
O militar preso é o cabo Carlos Henrique, natural de Arapiraca e lotado no 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), no município do Agreste alagoano. A mulher que aparece nas imagens ainda não foi identificada. O g1 tenta contato com a defesa do policial, mas até o momento não obteve resposta.
Medidas disciplinares e apuração
Em nota oficial, a PM-AL afirmou que já adotou todas as medidas cabíveis ao caso, destacando que o militar já se encontra recolhido administrativamente, conforme previsto no regulamento disciplinar da corporação. A nota reforça que a instituição não compactua com qualquer desvio de conduta de seus integrantes, tanto no exercício da função quanto fora do serviço.
O caso será apurado por um Conselho de Disciplina, instaurado para avaliar os fatos. O procedimento tem prazo de 30 dias para ser concluído, prorrogável por mais 20 dias, de acordo com a Lei Estadual nº 4.000/1978. Durante a apuração, serão assegurados ao militar o contraditório e a ampla defesa, conforme a Constituição Federal e a legislação vigente.
A prisão administrativa é uma medida disciplinar e não significa, por si só, que o policial tenha sido condenado ou que tenha cometido crime. A apuração ainda está em andamento, e a PM-AL afirmou que não irá antecipar conclusões, responsabilidades ou eventuais sanções antes da conclusão dos procedimentos cabíveis.
Panorama e contexto
O caso ocorre em um momento em que as forças de segurança de Alagoas enfrentam desafios para manter a disciplina interna e a confiança da população. A PM-AL tem reiterado seu compromisso com a legalidade e a conduta irrepreensível, mas episódios como este geram questionamentos sobre a conduta individual de agentes e a necessidade de fiscalização constante.
O vídeo, que circula nas redes sociais, não teve as circunstâncias de sua gravação divulgadas, e a PM-AL não forneceu mais detalhes sobre o caso. A instituição promete comunicar novas informações oficiais à medida que forem confirmadas.
O g1 Alagoas acompanha o desenrolar do caso e buscará novas informações junto à PM-AL e à defesa do militar.
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