Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) revela que 56% dos eleitores alagoanos aprovam o governo de Paulo Dantas, enquanto 28% desaprovam e 16% não souberam ou não responderam. O levantamento, encomendado pela TV Asa Branca Alagoas, também aponta que 38% avaliam a gestão como positiva, 35% como regular e 17% como negativa, com 10% de indefinição.
Os números indicam um cenário de relativa estabilidade, mas com sinais de demanda por ajustes. Quando questionados sobre a sucessão estadual, 55% dos entrevistados afirmaram que Paulo Dantas merece eleger um sucessor, contra 34% que discordam e 11% que não opinaram. Sobre os rumos do governo, 29% defendem a continuidade total do trabalho atual, 37% preferem mudar apenas o que não está bom, e 27% consideram necessária uma mudança total, com 7% sem resposta.
Na lista de prioridades, a saúde aparece como o principal problema do estado, citada por 41% dos eleitores, seguida por violência (16%) e desemprego (8%). Apenas 2% acreditam que não há problemas, e 16% não souberam responder. Os dados refletem desafios históricos da gestão pública alagoana, que agora entram no debate eleitoral.
A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23 de agosto, ouvindo 804 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026.
No cenário político mais amplo, a pesquisa chega em meio à movimentação para as eleições de 2026. Enquanto Paulo Dantas busca consolidar sua base, outros nomes como Renan Filho e JHC aparecem em levantamentos anteriores, como mostrou a própria Quaest em sondagens sobre a sucessão estadual e a disputa ao Senado. A avaliação positiva do governo, embora majoritária, convive com a pressão por melhorias em áreas sensíveis, o que pode influenciar o eleitorado na escolha do próximo governador.
Para especialistas, o alto índice de aprovação (56%) sugere capital político, mas o percentual de 37% que pede mudanças parciais indica que a população não quer uma ruptura brusca, tampouco uma simples continuidade. A saúde, principal queixa, será um teste para qualquer candidato que queira se associar à atual gestão ou se apresentar como alternativa.
O levantamento da Quaest, portanto, não apenas mede a popularidade do governador, mas também traça um mapa das prioridades e expectativas do eleitorado alagoano, que decide em outubro quem comandará o estado a partir de 2027.
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