Pesquisa Quaest revela Renan Filho como o mais rejeitado entre os candidatos ao governo de Alagoas

Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira (26), aponta que Renan Filho, candidato do MDB ao governo de Alagoas, é o mais rejeitado entre os postulantes ao cargo. O levantamento revela que 31% dos eleitores que o conhecem afirmam que não votariam nele de forma alguma, um índice que supera o dos demais concorrentes e acende um alerta na campanha do emedebista.

O estudo, realizado pelo instituto Quaest, ouviu eleitores em todo o estado e traz um retrato detalhado do cenário eleitoral alagoano. Além da rejeição a Renan Filho, a pesquisa também mapeia a intenção de voto para o governo, a avaliação da gestão estadual e as preferências do eleitorado para o Senado. Os números indicam um ambiente de alta competitividade, com possibilidade de segundo turno e disputas acirradas entre os principais nomes.

Rejeição e seus impactos na corrida eleitoral

O índice de rejeição de 31% coloca Renan Filho em uma posição delicada, pois, em uma eleição majoritária, a rejeição elevada pode limitar o crescimento do candidato e favorecer adversários com menor rejeição. Esse cenário é particularmente relevante em um estado como Alagoas, onde o eleitorado costuma ser polarizado e a memória de gestões anteriores influencia diretamente o voto.

Os demais candidatos ao governo apresentam índices de rejeição menores, o que pode ser um trunfo nas estratégias de campanha. A pesquisa também mostra que o conhecimento do eleitorado sobre os postulantes varia, com alguns nomes ainda pouco conhecidos, o que abre espaço para que a propaganda eleitoral e os debates públicos moldem as percepções até a votação.

Panorama geral da disputa em Alagoas

Além da rejeição, a Quaest também avaliou a intenção de voto espontânea e estimulada para o governo, revelando um cenário de empate técnico entre os líderes. Pesquisas anteriores, como a Quaest divulgada em agosto, já mostravam Renan Filho com 42% das intenções de voto, seguido por João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo, com 40%, configurando um empate técnico e a possibilidade de segundo turno.

Outros levantamentos, como o da TDL e o Paraná Pesquisas, também indicam uma disputa acirrada, com JHC aparecendo à frente em alguns cenários. O raio-X do eleitorado alagoano, divulgado recentemente, expõe divisões profundas por região, religião, renda e escolaridade, fatores que podem ser decisivos na reta final da campanha.

Para o Senado, a disputa também é acirrada, com um empate triplo entre Gaspar, Lira e Renan Calheiros, conforme apontou a Quaest. Esse cenário reforça a complexidade do quadro político em Alagoas, onde as eleições proporcionais e majoritárias caminham juntas e podem influenciar o resultado final.

A pesquisa Quaest foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ouviu eleitores em diversos municípios alagoanos, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os dados completos, incluindo a rejeição de cada candidato e os cenários de segundo turno, foram divulgados pela imprensa local e estão disponíveis para consulta pública.

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