O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomou posse nesta semana como corregedor nacional de Justiça, em cerimônia que marcou o início de um mandato que se estende até 2028. A nomeação, aprovada pelo Senado com 53 votos favoráveis, coloca o magistrado à frente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com a missão de supervisionar a atuação de juízes e tribunais em todo o Brasil.
Em seu discurso de posse, Gonçalves sinalizou uma gestão com foco em medidas preventivas, buscando evitar desvios antes que se tornem crises institucionais. “A corregedoria não pode ser apenas um órgão punitivo, mas sim um instrumento de aprimoramento do Judiciário”, afirmou, em tom que agradou setores da magistratura que temiam uma postura mais dura.
A chegada do ministro ao cargo ocorre em meio a debates sobre a eficiência do sistema judicial e a necessidade de maior transparência. Nos bastidores, aliados de Benedito Gonçalves destacam sua trajetória no STJ, onde atuou em casos de grande repercussão, como justificativa para uma gestão técnica e equilibrada.
Nos próximos meses, a expectativa é que o novo corregedor foque em auditorias em tribunais de médio e pequeno porte, além de implementar um sistema de monitoramento digital de processos. A medida, segundo assessores, deve ser anunciada oficialmente até o fim do primeiro semestre de 2025.
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