Polícia conclui inquérito e aponta ex-namorada como autora de incêndio que matou homem em Maceió

A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito sobre a morte de Luiz Gustavo Nascimento Lins, vítima de um incêndio em uma kitnet no bairro do Farol, em Maceió, e apontou a ex-namorada, Ana Beatriz dos Santos Ferreira de Almeida, de 28 anos, como responsável pelo crime. A informação foi divulgada pelo delegado Lucimério Campos, que comandou as investigações. A corporação não informou se a suspeita foi presa, nem quando o inquérito será encaminhado à Justiça.

O caso ganhou repercussão após a gravidade das lesões: Luiz Gustavo teve 90% do corpo atingido por queimaduras, enquanto Ana Beatriz sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus em cerca de 21% do corpo. Ambos foram socorridos após o incêndio, mas o homem não resistiu. A defesa da suspeita foi procurada pelo g1, mas não retornou até a publicação desta reportagem.

Investigação aponta uso de combustível armazenado irregularmente

Segundo o delegado Lucimério Campos, a perícia concluiu que Ana Beatriz utilizou um combustível que Luiz Gustavo armazenava de forma irregular para abastecer a motocicleta. “As testemunhas confirmaram o armazenamento desse combustível e nós, durante as investigações, chegamos à conclusão de que ela usou o combustível para atear fogo no companheiro, ainda deitado na cama, muito provavelmente entorpecido ou dormindo”, afirmou o delegado.

Durante as investigações, a suspeita apresentou versões diferentes sobre o ocorrido, mas todas foram descartadas. Uma das hipóteses levantadas era a de que o incêndio teria começado após a explosão do botijão de gás de cozinha. No entanto, a perícia e as investigações in loco mostraram que a parte da cozinha estava intacta, inclusive com partes plásticas sem derretimento. O Corpo de Bombeiros encontrou o botijão intacto e o retirou do local, reforçando a tese de ação criminosa.

Panorama e desdobramentos

O caso expõe a gravidade da violência doméstica e a complexidade de investigações que envolvem incêndios em residências. A conclusão do inquérito é um passo importante para o esclarecimento do crime, mas a ausência de informações sobre a prisão da suspeita e o envio do caso à Justiça gera expectativa na população e na família da vítima. A Polícia Civil não detalhou prazos, mas o inquérito deve ser analisado pelo Ministério Público, que poderá oferecer denúncia.

Em um contexto mais amplo, o caso reforça a necessidade de políticas públicas de prevenção à violência de gênero e de combate a crimes passionais, que ainda vitimam muitas pessoas no Brasil. A apuração rigorosa, com base em perícia e testemunhas, é fundamental para garantir justiça e evitar que versões falsas atrapalhem o processo.

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