O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou repercussão ao afirmar que, apesar do “bom salário” da magistratura, os ministros da Corte “não vivem sem preocupações financeiras”. A declaração foi dada em evento e reproduzida pelo portal Tribuna do Sertão, levantando debate sobre os vencimentos no topo do Judiciário.
Segundo Mendonça, a condição de vida dos magistrados é “muito acima” da maioria dos brasileiros, mas ele ressaltou que é preciso “controlar despesas” para manter o padrão. A fala contrasta com o subsídio de R$ 41,6 mil mensais, sem contar benefícios e auxílios, e chega em meio a discussões sobre transparência e ética na Corte, como apontam críticas internas recentes.
Enquanto isso, o STF segue no centro de pautas sensíveis, como a garantia do piso nacional a professores temporários, decisão que reconfigura a educação pública. A declaração de Mendonça, no entanto, deve alimentar o debate sobre os privilégios da cúpula do Judiciário, especialmente em um país com milhões de trabalhadores sem renda fixa.
O próximo capítulo dessa discussão deve vir com a análise de projetos que miram o teto remuneratório e a revisão de penduricalhos, tema que costuma esbarrar na própria Corte. Por ora, a fala do ministro serve de combustível para críticos que apontam distanciamento entre o discurso e a realidade da maioria dos brasileiros.
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