Seis minutos sob questionamento: prontuário de bebê que morreu no Hospital da Cidade levanta novas dúvidas

O prontuário de Nícolas Ravi, bebê que viveu apenas 22 minutos após nascer no Hospital da Cidade, em Maceió, virou alvo de novas suspeitas. Segundo reportagem do jornalista Wadson Correia, publicada no portal Tribuna do Sertão, o documento entregue à família apresenta divergências de horários, falhas de comunicação entre as equipes médicas e registros diferentes sobre o tempo de reanimação.

O caso, que já havia gerado comoção, agora ganha contornos de erro institucional. A análise aponta que, em um dos trechos, o prontuário registra apenas seis minutos de questionamento sobre o atendimento, enquanto outros dados indicam um período maior de tentativas de reanimação. A falta de padronização nos registros levanta dúvidas sobre a real sequência dos fatos.

Além disso, a reportagem destaca que houve falhas na comunicação entre os profissionais que atenderam o caso, o que pode ter contribuído para a demora na tomada de decisões. A família de Nícolas Ravi aguarda respostas oficiais do hospital e já estuda medidas legais para esclarecer as circunstâncias da morte.

O Hospital da Cidade ainda não se manifestou publicamente sobre as novas revelações. A expectativa é que a direção da unidade apresente uma versão oficial nos próximos dias, enquanto a família cobra transparência e responsabilização. O caso deve ganhar repercussão política, já que a saúde pública de Maceió segue no centro dos debates eleitorais.

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