Após São João milionário, prefeito Rodrigo Cunha ainda não pagou direitos autorais a compositores, aponta Ecad

O prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, segue sem quitar os direitos autorais devidos aos compositores que se apresentaram no São João da capital, o maior evento junino de Alagoas. A informação foi divulgada pelo Ecad, que já acionou judicialmente o município. A festa, realizada em junho, reuniu mais de 200 atrações e despesas que podem ter ultrapassado R$ 21 milhões.

Segundo o Ecad, a prefeitura não apresentou a lista completa de músicas executadas nem os valores devidos, o que motivou a ação na Justiça. A entidade cobra transparência e o pagamento retroativo, além de multa por descumprimento. O caso ganha contornos políticos: Rodrigo Cunha é um dos nomes cotados para a sucessão estadual, enquanto o pré-candidato ao governo, João Henrique Caldas (JHC), também aparece em notícias recentes, como a operação da PF que mira dois aliados seus.

O não pagamento dos direitos autorais levanta críticas sobre a gestão dos recursos públicos em eventos de grande porte. Enquanto isso, a prefeitura não se manifestou oficialmente sobre a cobrança. O Ecad informou que segue aberto a negociação, mas que, sem acordo, a ação judicial deve avançar.

Nos bastidores, a situação pode pesar na avaliação da gestão de Rodrigo Cunha, que tenta se cacifar para 2026. O próximo passo esperado é a resposta da prefeitura à Justiça, além de possível acordo para quitar os débitos antes de novas edições do evento. A cobrança também reacende o debate sobre o custo das festas públicas em Alagoas.

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